quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Edgar Allan Poe: 200 anos de histórias de terror


Comemoram-se em 2009 os 200 anos do nascimento do escritor norte-americano Edgar Allan Poe. Morto em 1849, aos 40 anos de idade, Poe tornou-se um dos autores mais influentes e mais lidos da literatura ocidental do século XX, tendo escrito contos clássicos de mistério e terror.


Foi o escritor do macabro, explorando sistematicamente os temas da morte e do horror - mas foi também um curioso de novas ideias e tecnologias, como por exemplo os balões de ar quente e a criptografia, interesses que o tornaram precursor da ficção científica. Criou a literatura de mistério, com a personagem do primeiro detective fumador de cachimbo, o parisiense Chevalier C. Auguste Dupin, a surgir em Crimes da Rua Morgue e em duas outras histórias. Sherlock Holmes e o inspector Maigret são apenas dois dos herdeiros de Dupin.


Acima de tudo, foi um mestre a explorar, em poesia e em prosa, os recantos mais negros da psicologia humana e a sua própria obsessão com a morte. Várias vezes foram levantadas dúvidas sobre a saúde mental de Poe, o que o tornou uma figura de culto ainda maior.


Poe nasceu em Boston; foi abandonado pelo pai aos dois anos e ficou órfão de mãe aos três, tendo sido depois adoptado pela família Allan. Chegou a fazer estudos universitários e passou pela carreira militar. Tentou viver das colaborações em várias revistas literárias e jornais (onde se destacou como crítico literário temível), mas toda a vida precisou de ajuda financeira para sobreviver, para o que também contribuíram os seus problemas com o jogo e com o álcool. Em 1845 publicou o poema O Corvo, que se tornou um êxito imediato. Casou com Virginia Clemm, uma prima de 13 anos, quando tinha mais do dobro da idade dela. Virginia morreria anos mais tarde, de tuberculose.


A própria morte de Poe está envolta em mistério, desconhecendo-se as causas exactas. Poe tinha partido em viagem para Nova Iorque, mas esteve desaparecido durante alguns dias e foi encontrado em Baltimore, bêbado e quase inerte. Levado para o hospital, faleceu dois dias mais tarde.




P.S.: Um pequeno offtopic... queria avisar que José Carlos Fernandes vem no dia 23 e 30 de Janeiro à Biblioteca Municipal da minha cidade (Olhão). :)


1 comentário:

  1. Grande senhor do terror, e com uma imaginação daquelas... só podia acabar mal :(

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Ekos

 
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